segunda-feira, 4 de maio de 2009

A Supressão da Reencarnação

A reencarnação escamoteada, suprimida pelos inimigos da verdade, 

lacaios do príncipe das trevas

Até agora, quase todos os historiadores da proscrita igreja romana acreditaram que a doutrina da reencarnação foi declarada herética durante o Concílio de Constantinopla em 553. No entanto, a condenação da doutrina se deve a uma ferrenha oposição pessoal do finado imperador Justiniano, que nunca esteve ligado aos protocolos do Concílio. Segundo Procópio, a ambiciosa esposa de Justiniano, que, na realidade, era quem manejava o poder, era filha de um guardador de ursos do anfiteatro de Bizâncio. Ela iniciou sua rápida ascensão ao poder como cortesã. Para se libertar de um passado que a envergonhava, ordenou, mais tarde, a morte de quinhentas antigas "colegas" e, para não sofrer as conseqüências dessa ordem cruel em uma outra vida como preconiza a lei do Carma, empenhou-se em suprimir toda a magnífica doutrina da reencarnação. Estava confiante no sucesso dessa anulação, decretada por Justiniano "em nome de DEUS"!

 Em 543 d.C., o déspota imperador Justiniano, sem levar em conta o ponto de vista clerical, declarou guerra frontal aos ensinamentos de Orígenes, condenando-os através de um sínodo especial. Em suas obras De Principiis e Contra Celsum, Orígenes (185 - 235 d.C.), o sumo pontífice da igreja, tinha reconhecido, abertamente, a existência da alma antes do nascimento e sua dependência de ações passadas. Ele pensava que certas passagens do Novo Testamento poderiam ser explicadas somente à luz da reencarnação.
 Do Concílio convocado por Justiniano só participaram bispos do oriente (ortodoxos). Nenhum de Roma. E o próprio "papa", que estava em Constantinopla nesta ocasião, deixou isso bem claro.
O Concílio de Constantinopla, o quinto dos Concílios, não passou de um encontro, mais ou menos em caráter privado, organizado por Justiniano, que, mancomunado com alguns vassalos, excomungou e maldisse a doutrina da pré-existência da alma, apesar dos protestos do "papa" Virgílio, com a publicação de seus Anathemata.
A conclusão oficial a que o Concílio chegou após uma discussão de quatro semanas teve que ser submetida ao "papa" para ratificação. Na verdade, os documentos que lhe foram apresentados (os assim-chamados "Três Capítulos") versavam apenas sobre a disputa a respeito de três eruditos que Justiniano, há quatro anos, havia por um edito declarado heréticos. Nada continham sobre Orígenes. Os "papas" seguintes, Pelagio I (556 - 561), Pelagio II (579 - 590) e Gregório (590 - 604), quando se referiram ao quinto Concílio, nunca tocaram no nome de Orígenes.
A igreja aceitou o edito de Justiniano - "Todo aquele que ensinar esta fantástica pré-existência da alma e sua monstruosa renovação será condenado" - como parte das conclusões do Concílio. Portanto, a proibição da doutrina da reencarnação (renascimento físico) não passa de um erro histórico, sem qualquer validade eclesiástica. 
 Se nos reaproximarmos da doutrina da reencarnação, afastando a dogmática crença na ascensão do corpo físico de CRISTO crucificado, crescerá no coração de cada um, e mesmo no coração daqueles que se educaram dentro do cristianismo tradicional, a fé nas verdades puras, ensinadas pelo próprio CRISTO.
 DEUS é perfeito e a lei divina é perfeita e eterna. Ele disse ao Primogênito Adão: "Tu és pó, e em pó te hás de tornar" (Gênesis cap.3 vers.19). Logo, DEUS não enviaria seu Unigênito em carne e osso ao céu - a fim de submetê-lo ao congelamento -, onde, além de não ter ar para respirar, a temperatura confina 273 graus negativos, contrariando a lei só para agradar os insanos que, delirando, baseiam suas vidas no engodo da fantasia e da mentira.
 "Naquele tempo os discípulos o interrogaram dizendo: Por que dizem pois os escribas que Elias deve vir primeiro? Ele respondeu: Digo-vos, porém, que Elias veio e não o reconheceram, antes fizeram dele o que quiseram. Então os discípulos compreenderam que tinha falado de João Batista" (Mateus cap.17 vers.10 a 13).
 "Em verdade, em verdade vos digo: Antes de Abraão, eu sou" (João cap.8 vers.58 - Aí está explícito que CRISTO estava afirmando ser o Unigênito Adão).
"Depois de mim vem um homem que passará adiante de mim, porque existia antes de mim" (João cap.1 vers.30 - João Batista referindo-se a CRISTO como reencarnação de Adão).
 "...não pode ver o reino de DEUS senão aquele que nascer de novo..." (João cap.3 vers.3 a 10 - CRISTO ensinando reencarnação a Nicodemos).

 "E digo-vos: Desta hora em diante não beberei mais deste fruto da videira até aquele dia, em que o beberei de novo convosco no reino de meu PAI" (Mateus cap.26 vers.29 - INRI CRISTO, antes da crucificação, na última ceia, anunciando sua reencarnação, uma vez que, obviamente, espírito sem corpo físico não bebe vinho).

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Fonte: Texto retirado do Livro Despertador 1ª parte.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

BÍBLIA: UM LIVRO DE LETRAS MORTAS

Os Anais da História confirmam por que a Bíblia é um livro
de letras mortas; só ao ser humano inspirado pelo ALTÍSSIMO
é facultado compreender o enigma das Sagradas Escrituras
e decifrar seus mistérios.

No século em que vivemos, em que a fé encara sobremaneira a razão face a face, a moral e a ciência bíblicas não nos podem mais servir. Mais de quatro mil anos separam a humanidade dos velhos tempos bíblicos. E por que se continua a ministrar nas escolas ensinamentos dessa natureza, fazendo acreditar a vítimas inocentes que tudo o que se encontra entre as páginas daquele palimpsesto carcomido pela traça do tempo, é verdadeiro, emana de DEUS? Não será isso uma crueldade? Por que incutir na criança a idéia de um DEUS vingativo, rancoroso, de um DEUS que só sabe se sua obra é boa, depois de termina-la? De um Deus que se arrepende? Por que fazer conhecer a nossos filhos a história hedionda de massacres, de roubos, de pilhagens e de fatos que ferem a moral?

A igreja romana, tão distante hoje e mais ainda no passado, do Cristianismo primitivo, porque assim procedesse, cobriu-se de nódoas indeléveis, no martírio a que submeteu homens dos mais notáveis. Quando não os levava à fogueira ou à prisão, condenava-os a uma vida de eterna inquietude, fazendo-os sofrer as agruras da mais tenaz perseguição. De outra forma, capacitada de que o “papa” era o representante legítimo de Pedro, não teve ela o cuidado de selecionar entre os seus mais virtuosos vigários, homens que dignificassem com o seu poder o pontificado de Jesus e comandassem da cátedra pontifícia a comunidade dos fiéis.

É uma lógica que não pode ser renegada por ninguém: se DEUS tivesse que eleger seus representantes na Terra, Ele iria escolher, certamente, os mais virtuosos e não entregaria a homens desclassificados o destino de sua igreja.

Assim, a História nos conta que homens da pior espécie existentes no mundo reinaram no Vaticano, dando pela sua cupidez egoísmo e perversidade, não só os mais nefastos exemplos, como, também, certa descrença na sua pseudo infalibilidade. “Do século XI até o século XII, a história dos papas é de causar vertigem. A loucura de Calígula, a ferocidade de Nero, a luxúria de Heliogábalo reaparecem. No século X, os condes de Tusculum entregam a Santa Sé às cortesãs e aos bandidos. João XII, “papa” aos 17 anos, instala o seu harém em Latrão, e sagra um diácono em uma estrebaria. Bonifácio VII, destronado após 42 dias de pontificado, foge para Constantinopla com o tesouro da Igreja. Volta após a morte de Oton II, faz morrer de fome o seu sucessor João XIV nos poços de Santo Ângelo e arranca os olhos aos seus cardeais. Bento IX leva uma vida tão horrível que tentam estrangula-lo no altar... Este papado demoníaco, ou profundamente miserável, essa Igreja manchada por todos os crimes, que se curva à brutalidade do século, tornou-se o horror e o tormento da cristandade... A consciência popular que via a mão de DEUS em todas as crises da História como em todos os fenômenos inquietantes, condenava silenciosamente a igreja de Roma. Se DEUS permitia tais catástrofes, era porque entregava à milícia de Satã os pastores cristãos”.

“No começo do século XIX, escreve Pompeyo Gener, grande número de bispos são casados. Só na Bretanha conta-se nada menos de quatro. Seus filhos herdam do episcopado. Todo o clero imita os bispos; os clérigos que não têm mulheres, têm concubinas; à falta de mulheres próprias, tomam as dos outros.”

As prerrogativas eclesiásticas são, como tudo o mais na igreja romana, um meio de extorquir dinheiro ou de galgar uma posição rendosa; vende-se um bispado como se fosse uma propriedade, um feudo, a que se anexam direitos hereditários.

Quando Cristo, o sublime pregador do Cristianismo, se esmerava em dar o conforto moral aos infelizes, aos deserdados da sorte, aos leprosos, aos indigentes, destaca o papado confessores para as câmaras reais, mas nunca tiveram tempo os dignitários da igreja para rezar uma missa por um pobretão infeliz que morresse na via pública. É comum, no entanto, verem-se estampadas nas colunas dos jornais, as missas destes príncipes em favor da alma de um presidente de República ou de um senhor ministro de Estado. “Se, com efeito, alguma coisa de genial saiu do Catolicismo, foi certamente um sistema de tortura tão perfeito, tão requintado, que deixa a perder de vista as legislações mais bárbaras e os costumes mais selvagens. A despeito das defesas capciosas que apologistas católicos têm arranjado, visando irresponsabilizar a igreja pelos crimes perpetrados por esse terrível tribunal, em nome de um Deus que se proclama infinitamente misericordioso, a História nos diz pela voz dos teólogos, pelas bulas pontificais, pelos atos canônicos, que à Santa Sé cabe a autoria de um regime de crueldade como não há igual na crônica dos povos que se não banharam na água lustral do Cristianismo.

Tudo era motivo de condenação por parte desses juízes execráveis. Uma interpretação diferente daquela adotada pela igreja, uma teoria mais avançada sobre a gênesis da Terra e do homem era motivo bastante para que se atirasse impiedosamente à fogueira uma criatura humana. O direito de defesa era praticamente vedado, pois ninguém se atrevia a amparar um réu do Santo Ofício, uma vez que era sabido que o defensor cairia fatalmente nas iras desses juízes de consciência negra. O delator era naquele tempo cercado das mais distintas considerações. Eis as palavras do abade Berlier: “Não se confrontam os acusados com os delatores, e não há delator que não seja ouvido; um inimigo condenado pela justiça, uma criança, uma cortesã, são acusadores graves. O filho pode depor contra o pai, a mulher contra o marido, o irmão contra o irmão. Enfim, o acusado é obrigado a ser o seu próprio delator, a adivinhar e a confessar o delito que lhe é atribuído e que ele muitas vezes ignora...”

As descobertas da Astronomia, porque desmentissem ou anulassem determinadas passagens das Escrituras, movimentaram todo o Sacro Colégio. Os prelados eminentes, responsáveis pela integridade da gênesis bíblica, moveram tenaz perseguição aos sábios da época. Assim é que Pedro de Albano, autor de um trabalho sobre a nova ciência; Césco Dáscoli, por ter proclamado a teoria do movimento da Terra; Giordano Bruno, por ser astrônomo; Antônio de Dominis e Campanela, por terem professado uma teoria semelhante à de Galileu; Copérnico, autor da “Astronomia Nova”; Roger Bacon, o sábio monge de Oxford, pelo fato de ser físico e astrônomo e pesquisar sobre as perseguições movidas contra os que se dedicavam a estas ciências; Francisco Bacon, Descartes, por serem astrônomos; o jesuíta Fabri, porque em um sermão aconselhava a igreja a tomar em sentido figurado as passagens das Escrituras, uma vez provada a teoria do movimento da Terra; Galileu, cuja história é por demais conhecida, pela aparição de seus imortais “Diálogos”, nos quais o movimento da Terra era estabelecido, conjuntamente com outras verdades da Astronomia e da Física, 0foram todos sacrificados. Entre os sábios citados, uns foram queimandos em efígie, porque morreram nas masmorras, outros atirados, em nome de DEUS, às chamas vingadoras, ou perseguidos pelos padres e beatos durante toda a existência. Temos mais o filósofo italiano Vanini, queimado vivo em companhia de dois monges e que subiu ao suplício com uma coragem admirável, a constrastar com a covardia de seus infelizes algozes. Centenas de outros foram presos em masmorras e lá morreram por pregarem a verdade da Ciência, a maior revelação de DEUS às suas criaturas.

A igreja romana formula seus dogmas, procura impô-los aos homens, com especialidade às massas ignorantes, grita alto que tudo é revelação divina. Chega a Ciência e destrói um a um esses mistérios, esses milagres inconcebíveis da criação. Milagre, mistério e dogma, trigêmeos nascidos na sombra. Se a luz lhes bate em cima, eles desaparecem, porque a mentira nunca prevaleceu sobre a verdade. Spinoza, o mais célebre filósofo do século XVII, fez observar com muito espírito, que não será pelos milagres e pelos prodígios que se poderá chegar à conclusão da existência de DEUS, mas ao contrário, pela ordem fixa e imutável da natureza, e que esta ordem permanente é um milagre imensamente maior do que a revogação passageira de uma das leis naturais. Um milagre, diz com muita razão Voltaire, é a violação das leis matemáticas, divinas, imutáveis, eternas. Por esta simples exposição, o milagre é uma contradição. Uma lei não pode ser imutável e violada.

Todas as religiões dogmáticas têm a Ciência como a sua maior inimiga, porque ela vai impiedosamente destruindo dogmas, sem o intuito preconcebido de agradar ou desagradar. Vai lentamente cumprindo o seu fado, ou seja, o de colocar o homem no seu verdadeiro caminho, fazendo com que este sempre marche para a frente sem impregnar-se nas velharias passadas, sem consistência, e cuja aceitação nos tempos que correm vão se tornando ridículas. Eis o motivo pelo qual a Ciência sempre foi combatida pelo dogmatismo. As revelações da Ciência não são contra o princípio da grandeza infinita do Criador, antes, nos extasiam de admiração e de espanto pela sua onipotência. Por que, pois, dar guarida a fábulas sem consistência, que envergonham a razão humana? Não será muito mais racional admitir a evolução da espécie, marchando paralela com a evolução do espírito? A alma foi formada pouco a pouco nos reinos viventes inferiores, para adquirir no homem o seu grande desenvolvimento atual. Ela cumpriu esta evolução dentro de um sem número de encarnações, nos organismos cada vez mais aperfeiçoados. A “morte” a que todos estamos sujeito, é bem realmente um episódio da vida e não a interrupção, é uma simples mudança de corpos; a alma deixa seu invólucro como quem deixa uma roupa imprestável, para tomar outra nova e melhorada.

Há uma lei incontestavelmente sábia que não pode ser esclarecida pela fé. Esta última, quando muito, pode, dentro das possibilidades humanas, imaginar a grandeza incomensurável da inteligência e do poder que presidiu à criação do universo; pode ter um senso moral que, sem dúvida alguma, engrandece a espécie, quando não se limita ao terreno das teorias vazias, mas não pode acorrentar a Ciência, a Ciência que dia a dia mais ilumina, mais evolui, como evoluem a forma e o espírito. E assim sendo, a fé mal orientada, a fé sem raízes na inteligência, a fé dogmática, em vez de melhor interpretar o infinito Criador, restringe-o, torna-o incompreensível, apresenta-o como a suprema injustiça ante as disparidades da vida. O Ser Supremo não passaria de um símbolo.

Há aproximadamente cem anos, Charles Darwin dava o primeiro golpe de morte na narrativa bíblica da criação do homem, tomada em sentido literal. E o clero, que não dorme principalmente quando se trata de defender os dogmas da igreja, foi mobilizado e moveu a mais tenaz perseguição ao sábio eminente. Foi assim Darwin, como todo pioneiro de uma causa verdadeira, vítima das maiores injustiças. Mas como DEUS escreve direito mesmo por linhas tortas, todos os adversários da religião católica se tornaram partidários da doutrina darwiniana e assim, o clero, mais uma vez, contra os seus propósitos, foi o maior propagandista da popularidade do grande cientista inglês.

O homem recebe a verdade em doses homeopáticas e de acordo com a época em que vive. A verdade não conhece mistérios, nem dogmas, nem milagres. A necessidade de enganar, de iludir faz parte sempre dos mesmos mistérios, dogmas e milagres.

Os homens desvirtuam tudo, mutilam, enxertam, interpolam, modificam, tendo em vista, não a sublimidade, a essência inestimável da Filosofia, mas, ao contrário, a mesquinhez de suas conveniências materiais. Se o Cristianismo tivesse que se apoiar em alfarrábios, o Filho de DEUS nô-los teria legado. Mas em sua prudência e sabedoria, divisando a confusão que se estabeleceria através do nevoeiro das gerações futuras, contentou-se em aconselhar aos seus apóstolos que pregassem a boa nova “Ide e pregai o meu Evangelho”.

Sofrem todos os pioneiros das grandes idéias. A morte nunca acovardou os luminares do mundo. Todos se entregaram a ela, mas não souberam abdicar de suas convicções.

Assim, pois, a questão imposta pelo clero católico ao povo cristão sobre a ressurreição da carne cai por terra, em virtude de sua impossibilidade! Raciocinemos: as moléculas que compõem nosso corpo atual pertenceram num passado a um sem número de corpos humanos, vegetais e animais, e pertencerão a milhares de outros corpos. No dia do Juízo Final, qual seria o verdadeiro dono dessas moléculas, uma vez que elas pertenceram a tantos outros corpos?

A idéia de DEUS implica a de uma ordem perfeita que rege o Universo com suas leis eternas e imutáveis. Daí se vê que um milagre da maneira como é imposto às mentes humanas, é uma violação das leis divinas, imutáveis e eternas. DEUS constrói em favor dos homens e não em favor de alguns homens, apesar do nada que os homens representam em face do Universo. Somos menos que um pequeno formigueiro diante da vastidão dos mundos. Não será, assim, um absurdo o imaginar-se que o Ser infinito vivesse a intervir em suas leis em favor de um pequeno número de formigas, contrariando, destarte, o jogo eterno dessas energias incalculáveis que fazem movimentar o Universo sem-fim? Contentemo-nos com o maior dos milagres, com a ordem prodigiosa da natureza, com a rotação de bilhões de mundos em torno de milhões de sóis, com a atividade da luz, com a vida dos animais, porque estes são milagres perpétuos.

De entre algumas fantasias inadmissíveis encontradas na Bíblia e tomadas como verdades incontestáveis por muitos, surgem a de um Sansão a operar prodígios com sua força imensa, concentrada nos cabelos, a trespassar com sua espada trinta filisteus de uma só vez, a dizimar por completo, apenas, com uma queixada de burro, mil filisteus, a derrubar as colunas de um templo e a estrangular um leão quando ainda muito criança, etc. Vemos um Balaão em interessante palestra com o seu burro; Jonas engolido por uma baleia, que só se alimenta de peixes pequenos, não se sabe se vomitado ou defecado três dias depois, em uma praia; Elias subindo ao Céu em um carro de fogo; Josué fazendo parar o Sol, fato este que atirou muitos homens eminentes, porque discordassem dessa infantilidade, nas chamas vingadoras da “Santa Inquisição” e em nome de DEUS...

A idéia do milagre é, pois, contrária à sabedoria divina. O Ser Supremo age de maneira soberanamente inteligente sobre toda a criação. Ele não pode querer a desordem, nem cometer um ato absurdo para a satisfação pessoal de uma religião, qualquer que ela seja. O caráter principal do milagre é sobretudo o de ser insólito; uma pedra que sua sangue; estátuas que derramam lágrimas dos olhos; eis os milagres para o vulgo. Todavia, uma vez que se pode produzir espontaneamente ou é comprovada a fraude, não é mais um milagre. A Ciência produz constantemente milagres aos olhos dos ignorantes; eis por que, no passado, aqueles que sabiam mais que o povo comum passavam por feiticeiros; e como se acreditava que toda a Ciência vinha do diabo, eram atirados à fogueira, em nome de DEUS. Para um selvagem tudo o que é novo é milagroso. Um brinquedo mecânico, um fogo de artifício, um imã, um fuzil, um relógio são prodígios que eles só podem atribuir a um poder soberano. Quem poderia imaginar num passado longínquo as descobertas modernas da Ciência: o rádio, a televisão, os aviões supersônicos que cruzam os ares em todas as direções, percorrendo mais de mil quilômetros por hora e outras realizações contemporâneas? Quem poderia sequer imaginar que o vírus de certas moléstias contagiosas, invisíveis a nossos olhos, fosse capaz de dizimar populações inteiras? Assim, aquilo que era julgado como só podendo pertencer a um poder sobrenatural, produz-se a nossos olhos e se explica logicamente, em virtude das leis que não cessam de reger os mundos. O que nos resta hoje dos milagres bíblicos? Quase nada. Aquilo que se considerava milagre e que a Bíblia narra à farta, como o êxtase, a vidência, a transfiguração, a catalepsia, as aparições, a vista psíquica e as curas instantâneas, passaram hoje ao rol das coisas comuns.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O ERUDITO E O INTELECTUAL


Erudição não é sinônimo de intelectualidade

            Assim falou INRI CRISTO:

            “Aos olhos de meu PAI, SENHOR e DEUS, intelectual não é meramente o indivíduo que cursou e se formou na faculdade, que estudou anos e anos, leu centenas de livros, dedicou sua vida ao conhecimento científico. Intelectual, aos olhos de meu PAI, é alguém que desenvolveu o intelecto. E a principal qualidade de alguém que desenvolveu o intelecto está na liberdade de raciocínio, na humildade em reconhecer quando se está errado, na sagacidade em discernir o certo do errado, a realidade da fantasia. Isso independe de haver ou não passado por uma academia. O intelectual tanto pode ser uma pessoa de elevada instrução acadêmica como também um simples camponês trabalhador.

            O termo “formado” é comumente utilizado para designar alguém que estudou na faculdade um determinado ramo do conhecimento humano. Todavia, se analisado friamente, o comportamento da maioria dos assim chamados “formados” denota um significado bem diferente. Ser “formado”, neste caso, indica que o indivíduo saiu da forma, aceitou o cabresto acadêmico. Ou seja, seu raciocínio tornou-se condicionado aos limites do racionalismo e do método científico imposto pelas academias. Por este motivo é que, aos olhos de meu PAI, aqueles que se formam na faculdade, que saíram da forma da faculdade, os “formados”, são seres bitolados, limitados à sua estreita e materialista maneira de raciocinar, salvo raras e brilhantes exceções.

            Um jovem que estudou para tornar-se médico, ao sair da faculdade, obtém um diploma que na verdade é tão somente uma autorização para estudar empiricamente a Medicina, pois só pode dizer-se médico quem a conhece na prática. Só após haver usado como cobaias seus primeiros pacientes é que ele realmente vai exercer a profissão. O estudante de Direito, ao sair da faculdade, recebe autorização para usar como cobaias seus primeiros clientes. Aproximadamente dez anos depois de adquirido o diploma é que se tornará um verdadeiro advogado. Um indivíduo que diz ter estudado Sociologia só pode tornar-se efetivamente sociólogo se vivenciar a realidade das esquinas sociais, se testemunhar de perto as misérias, o sofrimento, as dificuldades do povo, ao contrário será um teórico conhecedor de livros. Meu PAI me submeteu ao estudo da sociologia na prática para que conhecesse o interior dos seres humanos, as razões da pobreza, possibilitando o cumprimento de minha missão. E assim sucede em relação a todas as profissões.

            Como já disse anteriormente, o intelectual não sai necessariamente de uma academia. Intelectual é aquele que desenvolve o intelecto, a inteligência, e, principalmente, que aprende a utilizar a inteligência a favor de si e de seus semelhantes. Charles Darwin e Albert Einstein, por exemplo, foram verdadeiros intelectuais, uma vez que transcenderam o jugo imposto pelas cadeiras das universidades. Ambos foram homens iluminados inspirados por DEUS. Tornaram-se cientistas, conhecedores da natureza sobrepujando a forma, a bitola imposta pelos homens. Por outro lado, existem os que usam negativamente a inteligência para maquinar planos de guerra, construir bombas, roubar, seqüestrar, trapacear, matar...

            E em verdade vos digo: erudição não é sinônimo de intelectualidade nem de sabedoria. O sábio não é erudito e o erudito não é sábio. O erudito é um indivíduo que leu, mais precisamente engoliu, sem discernimento, sem fazer a triagem, centenas de livros, enciclopédias, bibliotecas. Dedicou sua vida a obter conhecimentos às vezes até sem qualquer utilidade ao aprimoramento do bem-estar social. Têm fala e escrita difíceis, inacessíveis ao cidadão comum, numa linguagem elitizada que só os que estudaram como ele podem compreender. Seu discurso, embora pomposo na forma, mostra-se vazio no conteúdo, à semelhança de uma mulher bonita exteriormente, todavia oca em seu interior. O erudito quase sempre ignora o mais importante item que demonstra o estágio evolutivo de um ser humano: a simplicidade, que é o último degrau da sabedoria. Se for analisada sua alma, seu interior, na verdade ele não desenvolveu o intelecto, posto que muitas vezes engole as mentiras de um livro, obviamente disfarçadas entre algumas verdades, só porque o autor ostentava um título de Phd. Mui raramente, disse o SENHOR, encontraremos um intelectual erudito.

            Generalizou-se chamar intelectuais as pessoas que passam pela bitola, que saem da forma do academicismo. Não obstante, há uma colossal diferença entre ser intelectual e meramente um colecionador de títulos. Em minha longa caminhada sobre a terra observei muitos intelectualóides que não tinham o dom para exercer sua profissão, tão somente ostentavam um título. Existem pessoas que só obtém um diploma com objetivo de escapar-se da prisão. No Brasil, por exemplo, os criminosos formados em curso superior, embora cometam inúmeros delitos, não são encarcerados em cadeia comum. Conheci vários advogados que não sabiam sequer fazer uma petição, médicos que se intimidavam ao pegar no bisturi e me confessaram ter horror de sangue, pois só estudaram por imposição da família. Vi dentistas que estudaram odontologia só no intuito de enriquecer, e assim por diante em todos os ramos, em todas as profissões.        

            A sabedoria divina não dá preferência para os que estudaram anos e anos nas academias dos homens, ela não se manifesta exclusivamente nos considerados “sábios”, conhecedores das leis, doutores, colecionadores de títulos. Os títulos são ilusões criadas pelos homens para iludir a si próprios, servem de escudos para esconder a insegurança e a fragilidade do ser humano que está por trás deles (eis aí o verdadeiro motivo que muitas vezes leva um “doutor” a invocar seus títulos). O intelectual estuda diligentemente o que se põe à sua frente e não se impressiona pelos títulos do autor. Ao ler um livro ele não aceita tudo indiscriminadamente como muitas vezes procede o erudito. Ele estuda, analisa criteriosamente, como vos ensinei da parte de meu PAI na Parábola dos Diamantes, ou seja, ele remove palha por palha no celeiro, juntando diamante por diamante para formar a coroa da sabedoria. A verdadeira intelectualidade, através da qual se manifesta a sabedoria, pode ser encontrada até mesmo no linguajar simples de um camponês, na candura de uma criança, na indignação do jovem. É assim que ensino a meus filhos da parte do SENHOR.

            Contudo, isto não significa que o SENHOR despreze as academias. Ao contrário, elas são muito importantes e fundamentais para a organização social, facultando aos estudiosos e interessados adquirir instrução e através disso exercer suas potencialidades. Muitas vezes fui convidado a falar nas universidades e constatei a importância de sua existência. O empenho ao estudo e a sede do saber são louváveis, contanto que sempre se tenha em mente a origem e fonte de todo conhecimento e sabedoria: DEUS. O único e lamentável obstáculo para os seres humanos é que, junto com o diploma, eles recebem e aceitam o orgulho, negativo feltro que bloqueia a passagem da sabedoria e da luz divina no sistema neuronial. O orgulho, a empáfia, a auto-exaltação impedem o acadêmico de enxergar os detalhes mais sutis e preciosos da natureza (obviamente, como em toda regra, existem as exceções). Por este motivo eu disse quando me chamava Jesus: “Graças te dou, ó PAI, porque ocultaste estas coisas aos doutos e aos prudentes e as deste a conhecer aos simples e aos humildes” (Mateus c.11 v.25). Sede humildes na grandeza e então sereis grandes na humildade, posto que a humildade, a maior das virtudes humanas, é a preciosa chave que dignifica o ser humano e lhe propicia conhecer e compreender os insondáveis mistérios da lei divina.”

 

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

INRI CRISTO elucida a questão do aborto


Sr. Inri Cristo, estou lendo a sessão "300 perguntas sem censura" de seu site e fiquei positivamente impressionado com a profundidade e clareza das respostas. Embora ainda não tenha lido todas as perguntas e respostas, um dos temas chamou muito a minha atenção. Em uma das questões, questionado sobre o aborto, o Sr. explica que a vida propriamente dita (união da matéria com o espírito) só se dá quando o recém nascido aspira o ar pela primeira vez. Esta resposta me deixou em dúvida, pois sempre acreditei que a união do espírito reencarnante com a matéria se dá no momento da fecundação, quando passa a existir um ser diferente da mãe e do pai, com um novo DNA. Fiquei também pensativo pois, a prevalecer o entendimento do Sr., então o aborto, ainda que no final da gravidez, não seria tão culpável como imaginamos, pois apenas teríamos a expulsão de matéria orgânica "viva", mas sem vida, já que ainda sem espírito.

No entanto, Sr. Inri Cristo, a ciência nos demonstra que o feto humano é passível de emoções como alegria, medo e até mesmo "stress". Experiências demonstram que com alguns meses de gestação, depois de formado o aparelho auditivo, o feto é capaz de reconhecer a voz da mãe, que lhe funciona como acalento. Por seu turno, em sessões de regressão é possível fazer as pessoas lembrarem-se de fatos que aconteceram enquanto ainda estavam na barriga de suas mães. Como justificar sua resposta (de que a vida só surge quando o recém nascido aspira o ar pela primeira vez) quando confrontados com estes dados, todos conseguidos com base em pesquisas científicas sérias? Uma massa orgânica, se não tiver um espírito, é incapaz de emoções e, menos ainda, de possuir recordações e reconhecer a voz de sua mãe...


Aguardo uma resposta do Sr.
Deus nos abençoe a todos,
William Magalhães.



Em resposta à indagação do internauta William Magalhães, eis o pronunciamento de INRI CRISTO:

“É mister salientar que o feto só pode ser considerado uma criança quando é passível de ser criado independente do corpo da gestante, ou seja, quando sobrevive desvinculado do cordão umbilical. Enquanto o feto depende do corpo da gestante, ele existe como mais um membro do corpo da mulher, é meramente um conjunto de células em multiplicação. A partir do momento em que o feto tem condições de ser criado independente do corpo da gestante, só então é possível lhe atribuir o status de criança, e neste caso, torna-se ilícito recorrer ao aborto. É preferível abortar do que jogar crianças em latas de lixo, em riachos, abandoná-las nas ruas, como tem sido noticiado sistematicamente nos meios de comunicação; mais um dos sinais do fim dos tempos.

A Ciência já comprovou que o feto tem todos os seus órgãos formados desde o segundo mês (incluindo as impressões digitais), seu cérebro produz ondas desde as 6 semanas (um mês e meio), seu coração funciona a partir dos 21 dias (menos de um mês após a concepção). Mas ocorre que a vida do feto é somente a vida física, a vida que a gestante lhe dá, não é vida emanada do espírito, do sopro divino; se a genitora sente emoções de medo, alegria, stress, e libera hormônios na corrente sanguínea, ela automaticamente transmite essas emoções ao feto uma vez que ele está diretamente vinculado ao corpo dela, mas não é o espírito do feto que origina as sensações, posto que o espírito ainda não habita a corrente sanguínea (tendo em vista que o sangue é a morada do espírito e é no sangue que o espírito permanece acoplado durante a vida terrena). A partir do momento em que o feto tem nervos, e os nervos recebem estímulos, é natural, completamente normal que ele responda a esses estímulos e até registre as impressões exteriores na região do cérebro concernente à memória (assim é possível compreender por que os que se submetem ao processo de regressão adentram nas lembranças do período intra-uterino).

Reitero uma vez mais que o espírito só é acoplado ao corpo físico quando o nascituro aspira o primeiro hausto de ar vivificante; após aguardar durante toda a gestação o momento de reencarnar, o espírito se apossa do corpo no preciso momento em que a criança enche de ar os pulmões. E ainda assim, o espírito só adquire a individualidade quando é cortado o cordão umbilical. Isso é o que o SENHOR, meu PAI, me mostrou e não se aprende nas academias dos homens.

No afã de ilustrar o que vos acabo de afirmar, visito as catacumbas dos séculos e concedo uma homenagem póstuma ao René Descartes, um cientista inspirado por DEUS que se dedicou ao estudo das ciências independente das academias.
Quando dissecava cadáveres em seus estudos, no século XVII, ele chegou à conclusão de que a vida do feto depende da gestante; o feto não tem vida própria uma vez que seus pulmões não funcionam, não aspiram o ar vital. Ele escreveu no seu Discurso do Método: “(...) Comprova-se isto nos animais sem pulmões, que têm apenas uma concavidade no coração, e nas crianças, que, não os podendo usar enquanto estão dentro do ventre materno, têm uma abertura por onde escoa sangue da veia cava para a concavidade esquerda do coração, e num conduto por onde o sangue vem da veia arteriosa para a grande artéria, sem passar pelos pulmões (...)”.

Enquanto o espírito não se apossou do corpo, o feto não tem status de criança. Aproximadamente a partir dos cinco meses de gestação, enfim, a partir do momento em que ele consiga sobreviver fora do ventre da gestante, seja na incubadora, não importa por que meio, ele adquire então o status de criança. Aí cabe aos cientistas determinar, calcular a partir de que momento o feto estará apto a sobreviver fora do ventre da gestante. Melhor não ter que abortar, mas na necessidade de recorrer ao aborto, então que se faça já nas primeiras semanas, de preferência até o terceiro mês de gestação.

O espírito que aguarda o momento de acoplar é apenas um candidato a reencarnar, mas ele ainda não está conectado ao corpo no ventre da mulher. Acontece que, se uma mulher consegue abortar, aquele espírito terá que esperar uma próxima oportunidade, e como meu PAI é o SENHOR da vida e o SENHOR do destino, se a mulher consegue abortar, significa que aquele corpo não estava destinado para aquele espírito; se estivesse, a mulher não conseguiria abortar, haveria um impedimento. Conheci o caso de uma mulher que saiu da mesa do ginecologista na última hora e não abortou.





Conforme eu já disse e repito, não sou a favor do aborto, mas, como enxergo a realidade crua e nua, sou racionalmente a favor da vida, todavia vida com dignidade.

Já que o ato sexual degenerado é um hábito instituído e a explosão demográfica salta aos olhos, então é necessário, imperativo que se recorra ao controle da natalidade, primeiramente pelo incentivo de métodos contraceptivos (de preferência os menos agressivos à saúde) e, em última instância, ao aborto como paliativo nas situações socialmente extremas
(dentre os males, que prevaleça o menor).
Antes recorrer ao aborto do que despejar (isso mesmo, meus filhos, despejar) no mundo milhares de crianças que dificilmente se escaparão da miséria, da fome e do descaso, tendo que pedir esmolas nas ruas, isso quando não se tornam menores delinqüentes, os futuros “bandidos” discriminados pela sociedade, mas que a própria sociedade hipócrita e falsamente moralista ajudou a formar. Já que todos estão à mercê das tentações, dos pecados da carne, da parte de meu PAI eu vos revelo que o aborto é um pecado menor (que a mulher já purga ao se submeter ao constrangimento, à tortura na ocasião da curetagem efetuada pelo ginecologista) comparado ao gravíssimo pecado de pôr no mundo mais um ser indefeso, impotente, sem as devidas condições de educá-lo e fazê-lo crescer com dignidade.

É necessário que a humanidade saiba disso para acabar de vez com essa abominável chantagem, essas ameaças, essa maldição imposta sobre as indefesas mulheres pelos pseudo-religiosos que vilipendiam, desprezam, atropelam por motivos sórdidos o que eu falei há dois mil anos: “Se um membro de teu corpo for motivo para escândalo, arranca-o fora e atira-o para longe de ti” (Mateus c.5 v.29).

Não existe nada mais escandaloso do que uma mulher carregar no ventre o feto produzido pelo estuprador e, depois de colocar mais um ser indesejado no mundo, ter que ficar odiando-o e culpando-o pelo resto da vida. Deixemos a hipocrisia de lado e sejamos realistas. A humanidade tem que se acordar, despertar deste torpor, deste sono letárgico; creiam ou não, eu estou aqui, voltei à Terra com a missão de esclarecer a lei de DEUS para que os meus filhos sejam verdadeiramente livres em suas consciências.

Convém lembrar uma vez mais: tudo o que fizeres que faz mal a ti ou a outrem é pecado; tudo que fizeres que não faz mal a ti nem aos outros não é pecado.
A coerência, a lógica e a verdade são indissociáveis da lei divina. Os sensatos meditam e conscientizam-se”.

Buda e Cristo


Uma das grandes dúvidas de pessoas que querem de antemão abraçar a doutrina budista é se isto implicaria na sua religião abraçante. Bom, se devemos partir da premissa de que o budismo não é uma religião, mas sim uma filosofia, uma doutrina para o seu melhoramento espiritual como ser humano, então nada mais seria até do que vantajoso para um seguidor de uma determinada crença religiosa conhecer o estudo e aprofundamento para que obtenhamos nosso caminho de paz e de toda harmonia.

As Religiões, muitas vezes, tem mensagens edificantes, mas de nada adiantará tais mensagens se apenas termos o conhecimento doutrinário e teórico, ao invés de exercermos a prática. É de perigoso caminho quando o homem faz suas interpretações a revelia, e muitas crenças ditas cristãs, entre elas o protestantismo e o catolicismo tem suas próprias interpretações para uma determinada mensagem, e consenqüêncía, muitas vezes, debates que vão além do calor das exaltações. Contudo, com a filosofia budista, tal não procede. Esta busca, antes de tudo, o caminho de sua paz interior, para que todos possamos atingir a meta da harmonia geral.



O Budismo ela ensina que a ignorância é a responsável por toda trajetória de sofrimentos e mais sofrimentos. Isto deve ser verdade mesmo, porque nossa falta de conhecimento proporciona, muitas vezes, brigas e conflitos em nome da fé, ou posso dizer, “fé”.

Quando brigamos para com os nossos, somos motivados pela nossa carga adrenalítica, porque acreditamos sermos os detentores da verdade absoluta. Exemplificando, se eu sou espírita, o que acredito e tenho como fé, ela será acaso a mesma verdade para o seu próximo? O mesmo equivale para o católico, o evangélico, e qualquer outro que mantenha sua convicção religiosa e queira nos transmitir seus pontos de vista quase que impondo para os demais. Daí, que as religiões, que deveriam sim, ser um ponto de encontro para o salutar entendimento e alvitre de bons colóquios entre os homens, passa a se tornar balbúrdico e conflitante, e daí que o sofrimento se inicia, causado por toda sorte de ignorâncias levantadas pelo próprio homem que se digna a levantar margens a sua própria interpretação.


O BUDISMO não tem intenção de converter, mas esclarecer a partir de suas quatro nobres verdades: a nobre verdade do sofrimento; a nobre verdade da causa do sofrimento; a nobre verdade da extinção da causa do sofrimento, e a nobre verdade da senda que leva a extinção da causa do sofrimento. Antes de tudo, admitirmos que o sofrimento existe e que a causa á a ignorância, no sentido da falta do conhecimento, e que apenas os nossos atos poderão determinar sua extinção, que serão os mecanismos da senda, através de todo um processo de práticas e de exercício. Nenhuma das religiões do mundo nos orienta para esta prática, pois todas elas parecem muitas vezes, se preocupar apenas, como disse, com edificantes mensagens.

Muitos dos ensinamentos de Jesus Cristo (Yeshua Ben-Yossef) derivam de doutrinas budistas. Sabemos que mensagens cristãs como “os humildes herdarão a terra”, e “o amor aos inimigos” não encontram sustentação no judaísmo. Jesus foi um inovador, e antes de tudo um revolucionário para o povo judeu. Quando partimos da concepção de “revolucionário” é alguém que porte armas e vai promover a rebelião. Entretanto, Jesus foi um revolucionário no sentido de revolucionar uma idéia nova, que para os judeus, era algo novo e um tanto incompreensível. “Amar o inimigo?”... ”como?” – Sabe-se que Buda até mesmo caminhou sobre as águas, mas há também uma teoria embora seja ainda remota, que Yeshua mesmo viveu entre os tibetanos e que desenvolveu mais sua capacidade espiritual. Por que não? Jesus também foi um homem. E que com o nome de Issa, ele sobreviveu à crucificação e passou seus últimos anos entre os budistas, onde morreu com mais de 70 anos. Contudo, isto é mera especulação, o que não é especulação é que seu doutrinamento tem bases coerentes com os ensinamentos de Buda.

Debalde, o que muitos dos religiosos cristãos esquecem é do poder da meditação, e é esta é a grande máquina para toda estruturação espiritual. O que seria meditar? É apenas uma concentração? Não. Meditação é muito mais além, é você de fato esquecer de tudo e de todos por alguns minutos e encontrar o seu Deus interior. Muitos acham que meditação é falar alto de olhos fechados, acreditando que com isso, suas orações serão ouvidas. A meu ver, Deus não é surdo. O Budismo ela é compatível com todas as religiões e vice-versa. Segundo o Lama Padma Samten, as demais religiões podem ser vistas como se fossem o próprio budismo. Não que você possa dizer: “agora praticarei a outra religião também”, porque o budismo não é uma religião, mas sim, uma filosofia.



Partiremos da idéia de cursarmos uma Universidade. Quando fiz dois anos de Direito, estudei ciências políticas e filosofia, e ambos são cursos também a nível superior, como o próprio Direito, no entanto são matérias que em meus dois curtos anos foram apresentadas para que se fosse preciso um melhor direcionamento para o curso advocatício. O mesmo partiremos do budismo em relação às demais religiões, sobretudo as religiões cristãs. Se o cristianismo prega o amor e a fraternidade, porque primeiro não exercitarmos nossa paz e fraternidades interiores, que as religiões não ensinam? O que adianta você amar o próximo se não amar a si mesmo primeiro? De que adianta você transmitir a mensagem da paz se você não consegue primeiro encontrar sua paz interior? E se você não consegue ser verdadeiro em suas convicções e tem faculdade disso, comece primeiro a ser honesto e sincero, antes de tudo com você, para que possais ser verdadeiro para com os outros. Somente a paz interior pode concertar e remediar não as hipocrisias, pois nenhuma religião é hipócrita, mas sim os próprios hipócritas, que não sabem que com isso, estão incorrendo ao sofrimento. Ser falso com a mera desculpa esfarrapada de que “não é perfeito e que Deus perdoa” e ainda, colocar subterfúgios em sua própria convicção para justificar seus atos é prova de suprema veemência do sofrimento e de toda a ignorância. Daí que o budismo se faz necessário para ajudar na compreensão, e não como muitos gostam de determinar, em conversão.



O NATAL SE APROXIMA, época em que os cristãos estão a refletir o nascimento do Mestre Jesus, que revolucionou toda a História e o dividiu em dois períodos: antes e depois dele - onde ele em deveras deu o sublime exemplo dando sua vida como exemplo de amor pela Humanidade. Ele fez sua parte agora, façamos a nossa, com toda coerência, sinceridade e paz. Não partamos apenas na reflexão de sua paixão, pois creio que o mal de muitos cristãos é apenas se concentrarem no seu itinerário ao Golghota, mas reflitamos suas mensagens, pô-las em prática, e se a dificuldade existe, não desistamos, tentemos encontrar a fonte dessa dificuldade, pois toda ela é sofrimento. Concentre-se, medite, respire bem, esqueça de tudo e de todos por um momento, para que, doravante, estas dificuldades sejam extirpadas e possamos adquirir nossa paz interna, antes que tentemos transmitir para com o nosso semelhante.

por Paulo Néry